Dr. Lucca Ortolan
Cirurgião e fundador da Ortolan, formado pela USP.
O dr. Lucca Ortolan Hansen apresentou caso clínico de cirurgia refrativa com a técnica de FemtoLASIK na seção de Cirurgia Refrativa no Congresso de Oftalmologia da Universidade de São Paulo em 2021.
No Brasil, as duas técnicas mais utilizadas são o PRK (ablação de superfície) e a LASIK (técnica com lamela). O LASIK pode ser feito com o microcerátomo (lâmina especial) ou com o laser de femtossegundo (mais preciso e moderno).
O FemtoLASIK, ou ceratomileuse local assistida por laser (LASIK) com laser de femtossegundo, é uma técnica moderna, eficaz, e reprodutível que permite o tratamento adequado do grau (refração) do paciente: seja miopia, astigmatismo ou hipermetropia.
Nesta técnica, é confeccionada uma lamela de córnea (espécie de tampinha de córnea) através do uso do laser de femtossegundo, preciso e eficaz laser que cria um corte de precisão incrível através da criação de minúsculas bolhas dentro do tecido corneano (cavitação).
O FemtoLASIK é conhecido internacionalmente por oferecer recuperação visual muito mais rápida, pós-cirúrgico praticamente indolor, visão mais estável inicialmente.
A indicação da cirurgia correta para cada paciente depende de uma série de características técnicas que são avaliadas no pré-operatório como: espessura da córnea, relação do PTA (percentual de tecido alterado, que deve ser inferior à 40%), desenho da córnea avaliado pela topografia anterior de córnea, grau do paciente, condições como o olho seco associado, idade do paciente, avaliação da córnea posterior e mais.
Curiosidade: você sabia que o LASIK pode não ser a melhor técnica para os pacientes que fazem esportes de contato como lutas? Para estes pacientes e para aqueles que desejam servir o exército, ou a polícia militar, é mais indicada a realização do PRK. Isto se dá, pois no PRK não é confeccionada a lamela de córnea.
1)Cirurgia mais rápida por ser realizada uma etapa a menos (não tem flap).
2)Melhor para quem tem grande aflição/medo da cirurgia refrativa/incômodo com o toque próximo dos olhos (pode ser feito sem toque - com a tecnologia Streamlight: chamado de PRK transpitelial).
3)Causa menos risco de olho seco do que o LASIK.
4)Pode ser usado em córneas mais finas.
5)Pode ser usado em graus mais altos que não poderiam ser tratados com LASIK devido o PTA alterado.
6)Não tem risco de complicações relacionadas ao FLAP.
7)Excelente para retratamento de LASIK.
Quer conhecer o trabalho do Dr. Lucca?
1)Maior tempo de recuperação visual.
2)Mais dor pós operatória - minimizada com o uso de analgésicos orais, colírio antiinflamatório não esteroidal, uso de lente de contato terapêutica (tipo bandage).
3)Tem risco aumentado de ceratite infecciosa no pós-operatório - complicação rara com o uso de antibióticos locais avançados como as quinolonas de 4a geração (moxifloxacino e gatifloxacino).
4)Tem risco aumentado de Haze, ou cicatrização inadequada, no pós-operatório - complicação rara com a cirurgia moderna com uso de Mitomicina.
É possível obter excelente visão para a maioria dos pacientes com as principais técnicas cirúrgicas refrativas da atualidade (PRK, LASIK, FemtoLASIK, SMILE). A maioria dos pacientes operados considera a visão muito superior aquela dos óculos. Isto se dá devido a correção ser feita diretamente na córnea.
A indicação da melhor técnica para cada caso depende da avaliação precisa e pormenorizada dos dados clínicos oftalmológicos e dos exames de cada paciente.
Não existe técnica de cirurgia refrativa perfeita, porém sempre existe uma mais adequada para cada caso, e existem casos em que nenhuma técnica corneana é indicada.
Para estes pacientes com contraindicação (córnea muito fina, grau muito elevado, topografia desfavorável) de cirurgia refrativa corneana com uso de laser, existe hoje em dia o implante de lente fácica, que será tema de outro post futuro.
Especialista em Cirurgia Refrativa - HCFMUSP.
Médico formado em Oftalmologia pelo HCFMUSP.
Graduado na Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
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O ceratocone é uma ectasia corneana, ou seja, uma doença ocular progressiva que afeta diretamente a estrutura, a espessura e o formato da córnea — a lente externa e transparente localizada na parte da frente do olho.
A hipermetropia é um erro refrativo em que o esforço para focalizar pode ser maior, especialmente para perto, causando desconforto visual e cansaço.
O olho seco é uma doença crônica e multifatorial da superfície ocular caracterizada por perda da homeostase do filme lacrimal, acompanhada de sintomas oculares e sinais objetivos como instabilidade, hiperosmolaridade, inflamação, lesão da superfície ocular e alterações neurosensoriais. Em palavras mais simples: a lágrima é insuficiente, evapora rápido demais ou tem composição inadequada — e o resultado é desconforto, ardor, visão oscilante e irritação crônica. É uma das queixas mais comuns nos consultórios de oftalmologia e pode afetar significativamente a qualidade de vida. Os dois grandes mecanismos são a deficiência aquosa (produção insuficiente de lágrima) e a disfunção das glândulas de meibômio (olho seco evaporativo), que muitas vezes coexistem.
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