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Paquimetria (para glaucoma)

A paquimetria é a medida da espessura da córnea. No glaucoma, é um exame essencial: córneas finas subestimam a pressão intraocular e são um fator de risco independente para progressão da doença. Também é usada no pré-operatório de cirurgia refrativa a laser.

Equipamento de exame da Ortolan Oftalmologia
Visão geral

Como este exame ajuda na decisão clínica

Por que a paquimetria é essencial no glaucoma

O tonômetro de Goldmann — padrão-ouro para medir a pressão intraocular — foi calibrado assumindo uma espessura corneana média de 520 micrômetros. Córneas mais espessas que isso dão uma leitura falsamente alta da pressão, fazendo parecer que o paciente tem hipertensão ocular quando na verdade a pressão é normal. Córneas mais finas fazem o oposto: a pressão verdadeira pode estar alta e o tonômetro registrar um valor 'normal', atrasando o diagnóstico de glaucoma.

Além do efeito sobre a medida da pressão, a espessura corneana é um fator de risco independente para a progressão do glaucoma. O estudo OHTS (Ocular Hypertension Treatment Study) acompanhou pacientes com hipertensão ocular e mostrou que aqueles com córneas abaixo de 555 micrômetros tinham risco significativamente maior de converter para glaucoma — mesmo quando a pressão foi ajustada. Por isso, no raciocínio moderno do glaucoma, a paquimetria não serve só para 'corrigir' a pressão, mas para estratificar o risco de cada paciente.

Na prática clínica, um paciente com pressão limítrofe (22 mmHg), paquimetria fina (510 micrômetros) e OCT de nervo óptico com afinamento da camada de fibras nervosas tem um perfil de risco muito diferente de um paciente com pressão de 22 mmHg, paquimetria de 580 micrômetros e OCT normal. A paquimetria é uma das peças que permite tomar a decisão certa em cada caso.

Como é feita a paquimetria na Ortolan

Na Ortolan Oftalmologia, usamos paquimetria óptica, sem contato, feita com o tomógrafo REVO OCT da Optopol (importado da Polônia). O exame é rápido, indolor e não exige preparação. O paciente apoia o queixo e a testa no aparelho, fixa o olhar em uma luz central e, em poucos segundos, são registradas múltiplas medidas da espessura corneana em diferentes pontos — do centro à periferia.

O resultado é um mapa colorido da espessura da córnea, junto com medidas numéricas em micrômetros. Esse mapa é salvo no prontuário e comparado em consultas futuras, especialmente em pacientes com glaucoma em acompanhamento ou com suspeita de distrofia corneana. No glaucoma, o valor central é o mais importante para o raciocínio sobre a pressão ocular.

Paquimetria, pressão ocular e teste de sobrecarga hídrica

A paquimetria costuma ser solicitada em conjunto com a tonometria (medida da pressão), a gonioscopia (avaliação do ângulo de drenagem), o OCT de nervo óptico e fibras nervosas e, em casos selecionados, o teste de sobrecarga hídrica — que avalia como a pressão ocular se comporta após uma sobrecarga de líquidos, simulando situações de estresse do sistema de drenagem. Essa bateria de exames permite ao oftalmologista montar um retrato completo do risco individual de glaucoma e definir a melhor estratégia terapêutica.

Em pacientes com hipertensão ocular limítrofe e paquimetria fina, o início do tratamento com colírios hipotensores costuma ser considerado mesmo antes de dano visível no OCT ou no campo visual, pois o risco de conversão para glaucoma é alto. Em pacientes com paquimetria grossa e pressão aparentemente elevada, o oftalmologista pode concluir que a pressão real é menor e adiar o tratamento, acompanhando com exames seriados.

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Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre Paquimetria (para glaucoma)

O que é Paquimetria (para glaucoma) e para que ele serve?

Paquimetria (para glaucoma) é um exame usado para acrescentar informação objetiva à avaliação oftalmológica. Na prática, ele ajuda a equipe a medir, documentar ou mapear estruturas do olho com mais detalhe e a conectar esses achados com sintomas, diagnóstico e tratamento. A paquimetria é o exame que mede a espessura da córnea — a lente transparente mais externa do olho — em micrômetros. Em glaucoma, a paquimetria é um exame absolutamente essencial: córneas mais finas subestimam a medida da pressão intraocular aferida pelo tonômetro de Goldmann, o que pode levar a subdiagnóstico, enquanto córneas mais espessas podem superestimá-la. Além disso, córneas finas estão independentemente associadas a maior risco de progressão do glaucoma.

Quando paquimetria (para glaucoma) costuma ser indicado?

É obrigatória na investigação e no acompanhamento de todo paciente com suspeita ou diagnóstico de glaucoma. Também é usada em hipertensão ocular (pacientes com pressão elevada mas sem dano no nervo), pacientes com histórico familiar de glaucoma, avaliação pré e pós-operatória de cirurgia refrativa a laser (LASIK, PRK) — onde a remoção de tecido corneano exige medida precisa da espessura inicial — e em suspeita de distrofias endoteliais que cursam com edema corneano. Em uma estratégia de SEO e GEO, essa é uma das perguntas mais importantes porque o paciente geralmente chega procurando “quando fazer”, “para que serve” ou “qual exame detecta” determinado problema.

Paquimetria (para glaucoma) dói ou é invasivo?

A paquimetria pode ser feita por **ultrassom de contato** (paquimetria ultrassônica) ou por **tecnologia óptica sem contato** (paquimetria óptica por OCT ou por Pentacam). A versão óptica, usada na Ortolan, é totalmente indolor, sem contato e rápida — o paciente apenas apoia o queixo no aparelho e fixa o olhar em uma luz. A versão ultrassônica requer colírio anestésico e um breve toque do transdutor na córnea. Em geral, o exame busca gerar informação sem adicionar sofrimento desnecessário ao paciente. Quando existe algum desconforto esperado, a equipe explica antes e orienta como o teste funciona.

Precisa de preparo para fazer Paquimetria (para glaucoma)?

O preparo é mínimo. Usuários de lentes de contato gelatinosas devem suspender o uso por alguns dias antes do exame; usuários de lentes rígidas por mais tempo, para que a espessura corneana medida seja a real. Não é necessário dilatar a pupila. A melhor orientação é sempre confirmar com a equipe no agendamento, porque alguns exames mudam de acordo com uso de lentes, necessidade de dilatação ou combinação com outros testes no mesmo dia.

Quanto tempo demora e como o resultado é usado?

A captura dura poucos segundos por olho. Em acompanhamento de glaucoma, costuma ser feita uma única vez no início do seguimento — a espessura corneana não muda significativamente ao longo do tempo em adultos saudáveis. A exceção é em pacientes que passam por cirurgia refrativa a laser ou desenvolvem distrofia endotelial. Depois da captura, o resultado é interpretado junto com consulta, histórico e outros exames. No glaucoma, a paquimetria é lida junto com a tonometria (pressão ocular), a gonioscopia (ângulo de drenagem), o OCT de nervo óptico e fibras (estrutura) e o campo visual (função). O resultado é usado para ajustar o valor 'real' da pressão intraocular e estimar o risco de progressão da doença — o estudo OHTS (Ocular Hypertension Treatment Study) mostrou que córneas abaixo de 555 micrômetros são um fator de risco independente para conversão de hipertensão ocular em glaucoma.

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