Cirurgia

Implante de tubo de drenagem para glaucoma

Procedimento em que um dispositivo de drenagem (Ahmed, Baerveldt ou Molteno) é implantado no olho para criar uma nova via de saída do humor aquoso e reduzir a pressão intraocular.

GLAUCOMA REFRATÁRIO
Falha de cirurgia ou colírios anteriores
GLAUCOMA NEOVASCULAR
Associado a retinopatia diabética ou oclusão vascular
PÓS-TRANSPLANTE
Glaucoma após queratoplastia ou uveíte
Vídeo da cirurgia

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Ilustração de implante de tubo de drenagem para glaucoma.
Implante de tubo de drenagem para glaucoma | imagem 2

Como funciona e para quem costuma ser indicada

Os implantes de drenagem são indicados quando o glaucoma não pode ser controlado apenas com colírios, quando a trabeculectomia falhou ou tem grande risco de falhar (por exemplo, em glaucomas neovasculares, uveíticos, pós-trauma, pós-queratoplastia ou em pacientes mais jovens com cicatrização exuberante).

Dr. Samir Cavero Crespo, especialista em glaucoma refratário e implantes de tubo de drenagem.
Dr. Samir Cavero Crespo — especialista em Glaucoma pela USP, realiza implante de tubos de drenagem (Ahmed, Baerveldt, Molteno) para glaucoma refratário.

O dispositivo é composto por um tubo de silicone fino, que entra na câmara anterior (ou, em alguns casos, na cavidade vítrea), conectado a uma placa posicionada sob a conjuntiva no quadrante superior do olho. O humor aquoso flui pelo tubo até a placa e é absorvido pelos tecidos ao redor, reduzindo a pressão.

Equipe médica

Especialista em glaucoma

Na Ortolan Oftalmologia, as cirurgias de glaucoma são realizadas pelo Dr. Samir Cavero Crespo — especialista em Glaucoma, Visão Subnormal e Neuroftalmologia pela USP.

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Recuperação e cuidados

Nas primeiras semanas, a pressão ocular pode oscilar: algumas placas (como a Ahmed) têm um mecanismo valvular que limita o fluxo; outras (como a Baerveldt) exigem uma amarração temporária do tubo, que se reabre depois de algumas semanas, quando a cápsula fibrosa ao redor da placa já está formada.

O paciente segue com colírios de antibiótico e anti-inflamatório por semanas e, quando necessário, pode receber medicação de volta para ajudar no controle durante a fase inicial. Esforço físico, agachamento e coçar o olho ficam restritos.

A visão borrada no pós-operatório é esperada nas primeiras semanas e melhora gradualmente à medida que o olho cicatriza e a pressão estabiliza.

Riscos e pontos de atenção

Os riscos incluem hipotonia, descompensação corneana, estrabismo (por interferência do tubo ou da placa nos músculos), exposição do tubo ao longo dos anos, infecção e, em casos raros, endoftalmite.

A taxa de controle pressórico em 5 anos é comparável à da trabeculectomia em muitos cenários e, em casos de alto risco de cicatrização, o implante tende a ter melhor desempenho. Estudos como o TVT (Tube vs Trabeculectomy) ajudaram a consolidar o papel dos tubos nesse tipo de paciente.

A indicação é individual e considera o tipo de glaucoma, cirurgias anteriores, estado da córnea e da conjuntiva e a pressão-alvo desejada.

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Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre implante de tubo de drenagem para glaucoma

Quando um tubo de drenagem é preferível à trabeculectomia?

Em glaucomas de alto risco de cicatrização (neovasculares, uveíticos, pós-trauma, pós-transplante de córnea), em casos em que a trabeculectomia já falhou ou em pacientes mais jovens com cicatrização exuberante, o tubo costuma ter melhor desempenho a longo prazo.

Existe mais de um tipo de tubo?

Sim. Os mais usados no Brasil são o Ahmed (com mecanismo valvular que limita o fluxo), o Baerveldt e o Molteno (sem válvula, com área de placa maior). A escolha depende do tipo de glaucoma, da pressão-alvo e da preferência do cirurgião.

A cirurgia dói?

É feita sob anestesia local com sedação e não costuma doer durante o procedimento. No pós-operatório é comum sentir um leve incômodo, vermelhidão e lacrimejamento, que melhoram ao longo dos primeiros dias com os colírios.

O tubo aparece no espelho?

A placa fica no quadrante superior do olho, coberta pela conjuntiva e pela pálpebra, geralmente invisível. O tubo fino entra no olho por baixo da pálpebra e não é notado em atividades do dia a dia.

Vou precisar continuar com colírios?

Muitos pacientes conseguem reduzir significativamente o número de colírios, mas uma parte precisa manter algum medicamento para atingir a pressão-alvo. Isso é reavaliado em cada consulta.

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Carolina M.Dr. Lucca Ortolan
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Roberto A.Dr. Daniel Omote
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