Como funciona e para quem costuma ser indicada
O implante de anel intraestromal é indicado principalmente para pacientes com ceratocone cuja córnea apresenta astigmatismo irregular elevado que os óculos não corrigem adequadamente, ainda com transparência corneana preservada (sem leucomas centrais) e espessura corneana suficiente para acomodar o implante.
Também é indicado para pacientes que não se adaptam às lentes de contato rígidas ou esclerais, seja por intolerância, desconforto crônico ou por limitações práticas no dia a dia.
Outras ectasias corneanas — como degeneração marginal pelúcida e ectasia pós-cirurgia refrativa — também podem se beneficiar do procedimento em casos selecionados.
Dois modelos são utilizados mundialmente: o Keraring (Mediphacos, Brasil) e o Anel de Ferrara. Ambos são segmentos semicirculares de acrílico inerte (PMMA) com geometrias ligeiramente diferentes, indicados conforme o formato e a localização do cone avaliados pela tomografia de córnea.
O objetivo principal é regularizar a topografia corneana, aplanando o centro do cone e redistribuindo a curvatura. Isso reduz o astigmatismo irregular, melhora a visão sem correção na maioria dos casos e facilita a adaptação posterior de óculos ou lentes de contato.
Em pacientes com ceratocone em progressão ativa, o crosslinking corneano (CXL) costuma ser indicado antes ou junto do implante, para estabilizar a córnea e proteger o resultado cirúrgico a longo prazo.





