Cirurgia

Implante de Anel Intraestromal (Keraring e Anel de Ferrara)

O implante de anéis intraestromais (Keraring e Anel de Ferrara) é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, realizado com laser de femtossegundo, que remodela a córnea em casos de ceratocone moderado a avançado e em outras ectasias corneanas. O objetivo não é zerar o grau, mas regularizar a topografia da córnea, reduzindo o astigmatismo irregular e tornando viável a reabilitação visual com óculos ou lentes de contato.

CERATOCONE
Astigmatismo irregular que os óculos não corrigem bem
INTOLERÂNCIA A LENTES
Pacientes que não se adaptam a lentes rígidas ou esclerais
ECTASIA PÓS-LASER
Córnea afinada após cirurgia refrativa com progressão
Implante de segmento de anel intraestromal em córnea com ceratocone.
Topografia corneana de um caso de ceratocone antes do planejamento do anel.
Caso avançado de ceratocone com sinal de Munson.
Implante de anel intraestromal (Anel de Ferrara) em paciente com ceratocone moderado — realizado pelo Dr. Lucca Ortolan Hansen durante residência no HC-USP pela técnica manual.
Ceratocone avançado com córnea extremamente afinada — nestes casos o implante de anel não é viável e o transplante de córnea pode ser indicado.

Como funciona e para quem costuma ser indicada

O implante de anel intraestromal é indicado principalmente para pacientes com ceratocone cuja córnea apresenta astigmatismo irregular elevado que os óculos não corrigem adequadamente, ainda com transparência corneana preservada (sem leucomas centrais) e espessura corneana suficiente para acomodar o implante.

Também é indicado para pacientes que não se adaptam às lentes de contato rígidas ou esclerais, seja por intolerância, desconforto crônico ou por limitações práticas no dia a dia.

Outras ectasias corneanas — como degeneração marginal pelúcida e ectasia pós-cirurgia refrativa — também podem se beneficiar do procedimento em casos selecionados.

Dois modelos são utilizados mundialmente: o Keraring (Mediphacos, Brasil) e o Anel de Ferrara. Ambos são segmentos semicirculares de acrílico inerte (PMMA) com geometrias ligeiramente diferentes, indicados conforme o formato e a localização do cone avaliados pela tomografia de córnea.

O objetivo principal é regularizar a topografia corneana, aplanando o centro do cone e redistribuindo a curvatura. Isso reduz o astigmatismo irregular, melhora a visão sem correção na maioria dos casos e facilita a adaptação posterior de óculos ou lentes de contato.

Em pacientes com ceratocone em progressão ativa, o crosslinking corneano (CXL) costuma ser indicado antes ou junto do implante, para estabilizar a córnea e proteger o resultado cirúrgico a longo prazo.

Equipe médica

Equipe de córnea que realiza o implante de anel

O implante de anel intraestromal na Ortolan Oftalmologia é realizado pela equipe de córnea, composta por especialistas formados pela USP com experiência em ceratocone e ectasias corneanas.

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Recuperação e cuidados

A cirurgia é realizada em regime ambulatorial, com anestesia tópica (colírio) e sedação leve. Dura cerca de 15 a 20 minutos por olho e o paciente vai para casa logo depois.

O cirurgião cria um túnel intraestromal com laser de femtossegundo, em profundidade calculada (geralmente 75–80% da espessura corneana), e insere os segmentos do anel dentro do túnel pela incisão criada no mesmo tempo cirúrgico.

Nos primeiros dias pode haver leve desconforto, lacrimejamento, fotofobia e sensação de corpo estranho. A maioria dos pacientes retorna às atividades leves em 2 a 3 dias.

A visão costuma oscilar nas primeiras semanas até o olho estabilizar. A prescrição de óculos ou a adaptação de lentes de contato costuma ser feita entre 30 e 60 dias após a cirurgia, quando a topografia já está mais estável.

Costuma-se prescrever colírio antibiótico e anti-inflamatório por cerca de 7 a 15 dias, além de lubrificantes conforme a superfície ocular de cada paciente. Retornos acontecem no dia seguinte, na primeira semana, no primeiro mês e entre 3 e 6 meses.

Cuidados importantes: não coçar o olho operado (principal fator de risco para o ceratocone e para o deslocamento do anel), evitar piscina e mar nos primeiros 30 dias, dormir com protetor ocular nos primeiros dias e evitar esforços físicos intensos nas duas primeiras semanas.

Riscos e pontos de atenção

Os principais riscos incluem infecção (ceratite infecciosa), migração ou extrusão do anel, neovascularização ao redor do implante e halos ou glare ao redor das luzes à noite. Todos são raros em mãos experientes e com avaliação pré-operatória adequada.

Uma vantagem importante do procedimento é ser reversível: o anel pode ser removido ou substituído caso haja intolerância, extrusão ou necessidade de mudança de estratégia.

A magnitude da correção do astigmatismo é variável e depende do formato, localização e altura do cone. O objetivo é a regularização da córnea — não a eliminação total do grau. Óculos ou lentes de contato costumam ser necessários após o procedimento, porém com qualidade visual muito superior.

Pacientes com ceratocone em progressão ativa devem primeiro estabilizar a córnea com crosslinking antes (ou junto) do implante do anel, para evitar piora progressiva que comprometa o resultado cirúrgico.

Em casos de ceratocone muito avançado, com córnea extremamente afinada ou com cicatrizes centrais, o implante de anel intraestromal pode não ser viável. Nesses pacientes, a opção cirúrgica passa a ser o transplante de córnea. Por isso, a indicação precoce do crosslinking para estabilizar a doença é tão importante — evitar a progressão é evitar a necessidade de transplante.

O Cirurgião — a cirurgia é realizada pela equipe de córnea da Ortolan Oftalmologia, com médicos especialistas em córnea e ectasias corneanas, formados pela USP e com experiência em cirurgias de alta complexidade.

O conteúdo desta página tem intuito informativo e educacional. Não deve servir como base para diagnóstico ou tratamento sem a realização de consulta médica oftalmológica com aconselhamento personalizado.

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Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre implante de anel intraestromal (keraring e anel de ferrara)

O anel intraestromal zera o grau do olho?

Não. O objetivo do anel é regularizar a topografia da córnea e reduzir o astigmatismo irregular. A maioria dos pacientes continua usando óculos ou lentes de contato após o procedimento, porém com qualidade visual muito superior à obtida antes da cirurgia.

Keraring e Anel de Ferrara são a mesma coisa?

Não exatamente. Ambos são segmentos semicirculares de acrílico (PMMA) implantados no estroma da córnea com a mesma finalidade. As geometrias, espessuras e áreas de superfície são ligeiramente diferentes, e a escolha depende do formato e da localização do cone identificados na tomografia de córnea.

Posso fazer o anel intraestromal e o crosslinking no mesmo tempo cirúrgico?

Sim, em casos selecionados. Pacientes com ceratocone em progressão ativa costumam se beneficiar da combinação, seja no mesmo dia ou em tempos cirúrgicos próximos, para estabilizar a córnea e proteger o resultado do implante.

O anel pode ser removido se eu não me adaptar?

Sim. O implante é reversível. Em casos de intolerância, extrusão, infecção ou mudança de estratégia terapêutica, o anel pode ser removido ou substituído sem perda permanente de tecido corneano significativa.

Depois do anel eu ainda vou precisar usar lentes esclerais?

Depende do caso. Muitos pacientes voltam a conseguir boa visão com óculos ou lentes rígidas corneanas após o anel. Outros, especialmente casos mais avançados, ainda se beneficiam de lentes esclerais para obter a melhor visão possível — a diferença é que a adaptação fica muito mais fácil e confortável depois da regularização da córnea.

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Fiz cirurgia refrativa com o Dr. Lucca e o resultado foi perfeito. Acordei no outro dia enxergando 100% sem óculos. Equipe atenciosa e clínica impecável.

Carolina M.Dr. Lucca Ortolan
★★★★★

Operei catarata dos dois olhos com lente premium trifocal. Hoje leio, trabalho no computador e dirijo sem óculos. Dr. Lucca explicou cada detalhe com paciência.

Aparecida S.Dr. Lucca Ortolan
★★★★★

A Dra. Nicole cuidou do meu ceratocone e fez o crosslinking. Profissional extremamente competente, me senti segura do início ao fim.

Mariana F.Dra. Nicole Bulgarão
★★★★★

Dr. Daniel Omote operou meu descolamento de retina em caráter de urgência. Salvou minha visão. Profissional excepcional, super didático.

Roberto A.Dr. Daniel Omote
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