- Borramento ou distorção da visão central — sintoma mais frequente, percebido como dificuldade para ler, reconhecer rostos ou enxergar detalhes finos.
- Linhas retas ficam curvadas (metamorfopsia), especialmente perceptíveis em portas, azulejos e janelas.
- Mancha escura no centro da visão (escotoma) nos casos mais avançados.
- Visão periférica preservada — o buraco não afeta a retina fora da mácula, então o campo visual lateral continua normal.
- Sintomas inicialmente leves que pioram ao longo de semanas a meses. Em fases iniciais (buracos pequenos), o paciente pode perceber apenas uma pequena distorção.
O diagnóstico é feito pelo oftalmologista com o exame do fundo de olho dilatado e, principalmente, pela Tomografia de Coerência Óptica (OCT) de mácula, que mostra o buraco com precisão micrométrica, permite medir o diâmetro e classificar o estágio (1 a 4 pela classificação de Gass, ou pela classificação IVTS 2013, baseada em OCT).
Teste de Amsler é útil como tela de triagem em casa: o paciente olha para uma grade quadriculada cobrindo um olho de cada vez e relata qualquer distorção ou área escura. A presença dessas alterações na região central costuma ser sugestiva e justifica exame oftalmológico.
Causas. A causa mais comum é a tração do vítreo sobre a mácula à medida que o gel vítreo envelhece e se separa da retina (descolamento do vítreo posterior incompleto, ou com adesão persistente na mácula). Mais raramente, o buraco pode ocorrer por trauma ocular, alta miopia, edema macular cistoide de longa duração ou cirurgias prévias.
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O tratamento-padrão do buraco de mácula sintomático é a vitrectomia posterior via pars plana com peeling da membrana limitante interna (ILM) e tamponamento com gás. Em pacientes com visão preservada e buraco pequeno, pode-se considerar o tratamento com ocriplasmina (enzima intravítrea) para casos específicos de tração vitreomacular.
Após a cirurgia, é comum a necessidade de posicionamento com a face voltada para baixo por alguns dias, para que a bolha de gás pressione a mácula e facilite o fechamento. A bolha é reabsorvida sozinha ao longo de 2 a 4 semanas. Durante esse período, não é permitido viajar de avião nem subir a grandes altitudes (o gás pode expandir e elevar perigosamente a pressão ocular).
A taxa de sucesso anatômico (fechamento do buraco) é alta — 90 a 98% em buracos pequenos e médios. A recuperação visual depende do tamanho e do tempo de evolução: buracos menores e mais recentes costumam recuperar melhor do que buracos grandes e crônicos.
Na Ortolan Oftalmologia, a cirurgia de buraco de mácula é conduzida pelo Dr. Daniel Lani Louzada, especialista em Retina Cirúrgica e Vítreo pela USP e Unifesp.


