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Buraco de mácula: o que é, sintomas e como é o tratamento

O buraco de mácula é uma falha na região central da retina que compromete a visão fina — leitura, rostos, detalhes. Entenda como ele se forma, como é diagnosticado com OCT e o que muda após a vitrectomia.

Tomografia de coerência óptica mostrando buraco de mácula.

A mácula é a parte central da retina e é responsável pela visão fina, aquela que usamos para ler, identificar rostos, enxergar detalhes e reconhecer cores. Quando surge um buraco exatamente nesse ponto, a visão central passa a ficar borrada, distorcida e, em estágios mais avançados, pode aparecer uma mancha escura bem no centro do campo visual — enquanto a visão periférica permanece preservada.

Ambiente cirúrgico de vitrectomia posterior.

Como o buraco de mácula se forma

A causa mais comum está no próprio envelhecimento do olho. O humor vítreo — o gel transparente que preenche a maior parte do globo ocular — vai se liquefazendo com os anos e, em algum momento, se solta da retina. Quando essa separação é parcial e o vítreo continua aderido no centro da mácula, a tração prolongada pode abrir uma falha de espessura total nessa região.

Alta miopia, trauma ocular e algumas doenças da retina também podem predispor ao aparecimento do buraco macular. Em raros casos, ele surge nos dois olhos — o que reforça a importância de acompanhar periodicamente o olho contralateral de quem já foi diagnosticado.

Sintomas de alerta

Os sinais mais típicos são: visão central embaçada, linhas retas que parecem tortas (metamorfopsia), dificuldade para ler palavras inteiras, sensação de 'vazio' no centro da imagem e cores menos vivas. O teste da grade de Amsler, feito em casa ou no consultório, ajuda a identificar essas alterações.

Diagnóstico: OCT é central

O diagnóstico começa com um fundo de olho cuidadoso, mas quem fecha o quadro é a tomografia de coerência óptica (OCT) de mácula. Ela mostra em detalhe o tamanho do buraco, se há tração vitreomacular residual e o estado das camadas retinianas ao redor. O tamanho e a forma do buraco influenciam diretamente a indicação e o prognóstico da cirurgia.

Tratamento: vitrectomia posterior

O tratamento padrão é cirúrgico, por meio de uma vitrectomia posterior via pars plana. O cirurgião remove o gel vítreo, faz o peeling (remoção) de uma fina membrana que recobre a retina — a membrana limitante interna — e preenche a cavidade com uma bolha de gás que pressiona a mácula durante a cicatrização. O gás é absorvido sozinho pelo próprio olho ao longo de semanas.

Em muitos casos, o paciente precisa manter por alguns dias uma posição com o rosto virado para baixo, para que a bolha pressione a mácula no ângulo correto. Durante o período em que há gás dentro do olho, não é permitido viajar de avião nem ir a altitudes elevadas.

Recuperação e prognóstico

Buracos menores e mais recentes costumam ter melhor prognóstico visual. Buracos grandes e antigos podem fechar anatomicamente, mas a recuperação da visão nem sempre é completa. A melhora visual é gradual ao longo de semanas a meses. É comum que, com o passar do tempo, o olho operado desenvolva ou acelere uma catarata — que pode ser tratada em um segundo momento, com ganho visual adicional.

Se você percebe uma mancha central ou distorção na visão que não estava lá antes, não espere para ver se passa: marcar uma avaliação de retina dentro de poucos dias pode fazer diferença significativa no resultado final.

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