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Membrana epirretiniana: quando operar e quando só observar

A membrana epirretiniana é uma fina camada de tecido que se forma sobre a mácula e distorce a visão. Conheça os sintomas, como o OCT confirma o diagnóstico e por que nem sempre a cirurgia é indicada de imediato.

Tomografia de coerência óptica (OCT) mostrando membrana epirretiniana.

A membrana epirretiniana (MER), também chamada de 'cellophane maculopathy' ou 'macular pucker', é uma fina camada de tecido cicatricial ou glial que cresce sobre a superfície interna da retina, sobretudo na região macular. Quando essa membrana se contrai, ela puxa a retina e causa distorção da visão central.

Como surge

A maior parte das membranas epirretinianas é idiopática — aparece sem causa definida, geralmente em pessoas acima dos 50 anos, como parte do envelhecimento do vítreo. Outras causas incluem sequelas de descolamento de retina, inflamações oculares (uveítes), cirurgias intraoculares, fotocoagulação prévia e oclusões vasculares da retina.

Sintomas

Os sinais mais comuns são: visão central embaçada, linhas retas que aparecem onduladas (metamorfopsia), dificuldade para ler letras pequenas, diferença de tamanho ou forma da imagem entre os dois olhos (macropsia) e redução da sensibilidade ao contraste. Membranas muito discretas podem não causar sintomas e serem encontradas em exames de rotina.

Diagnóstico: OCT define tudo

O exame chave é a tomografia de coerência óptica (OCT) de mácula. Ela mostra a membrana sobre a retina, quantifica a tração, a distorção arquitetural e eventuais alterações das camadas externas da retina — informações que ajudam a prever o resultado da cirurgia. O fundo de olho e a retinografia complementam a avaliação.

Quando operar e quando só observar

Nem toda membrana epirretiniana precisa de cirurgia. Quando a visão está razoavelmente boa e os sintomas são leves, a conduta pode ser acompanhar com consultas periódicas e OCTs. Muitas membranas permanecem estáveis por anos.

A indicação de cirurgia costuma ser considerada quando há perda visual significativa, distorção incômoda das imagens, progressão documentada no OCT ou piora funcional. O procedimento é uma vitrectomia posterior via pars plana com peeling da membrana epirretiniana — o cirurgião remove o gel vítreo, descola e retira a membrana da superfície da retina e, frequentemente, também a membrana limitante interna para reduzir recidivas.

Recuperação

A recuperação visual após a cirurgia é gradual, ao longo de semanas a meses. Muitos pacientes ganham linhas na tabela de acuidade visual e diminuem bastante a metamorfopsia, mas a melhora depende do tempo em que a membrana existiu, do grau de dano da retina e das características vistas no OCT. Em alguns pacientes, a visão estabiliza sem grande melhora — nesses casos, o ganho principal é evitar piora adicional.

Como em qualquer vitrectomia, é comum que a catarata progrida mais rápido após a cirurgia, e uma cirurgia de catarata pode ser feita em um segundo momento, com ganho visual adicional.

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