O ceratocone é uma doença ocular progressiva que afina e deforma a córnea, ameaçando a visão de jovens e adultos em todo o mundo. No Brasil, onde o Sistema Único de Saúde (SUS) financia mais de 95% dos transplantes de córnea, o avanço da doença representa um desafio tanto clínico quanto um grave problema socioeconômico.
Diante deste cenário, uma pesquisa de doutorado inovadora desenvolvida na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) trouxe respostas definitivas que têm o potencial de transformar as políticas públicas de saúde ocular no país. O estudo foi conduzido pelo oftalmologista Dr. Lucca Ortolan Hansen e desenhado em parceria com o Dr. Samir Bechara — um dos maiores e mais respeitados especialistas em cirurgia refrativa do Brasil e, à época, chefe do Departamento de Cirurgia Refrativa da USP.
Dividida em duas frentes de investigação, a pesquisa mapeou a verdadeira dimensão epidemiológica da doença nas novas gerações e provou, através de modelagens matemáticas complexas, que o tratamento precoce não é apenas uma necessidade médica, mas a solução mais inteligente para a economia do país.















