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Tudo o que Você Precisa Saber Sobre a Catarata: Causas, Sintomas e Tratamentos

A catarata é uma condição ocular muito comum, caracterizada pela opacificação do cristalino — a lente natural do nosso olho. Embora o diagnóstico possa gerar preocupação, a catarata é altamente tratável. Entenda os sintomas, as causas, os tipos e como a cirurgia moderna devolve a nitidez da visão.

Paciente com dificuldade visual causada pela catarata.

A catarata é uma condição ocular muito comum, caracterizada pela opacificação do cristalino — a lente natural do nosso olho. Quando essa lente perde a sua transparência, a visão torna-se embaçada, como se estivéssemos olhando através de um vidro sujo ou enevoado.

Embora o diagnóstico possa gerar preocupação, a catarata é uma condição altamente tratável. Aqui na Ortolan Oftalmologia, sabemos que a informação é o primeiro passo para cuidar bem da sua saúde visual. Abaixo, explicamos em detalhes os sintomas, as causas e como podemos ajudá-lo a recuperar a nitidez da sua visão.

Sinais e Sintomas: Como identificar?

O desenvolvimento da catarata costuma ser lento e gradual. Nas fases iniciais, você pode não notar nenhuma alteração significativa, mas, com o avanço da opacificação, alguns sinais tornam-se perceptíveis:

  • Visão embaçada ou turva: Dificuldade para focar imagens com clareza.
  • Sensibilidade à luz (Fotofobia): Desconforto em ambientes muito iluminados.
  • Dificuldade na visão noturna: Especialmente incômodo ao dirigir à noite.
  • Halos de luz: Percepção de anéis brilhantes ao redor de fontes de luz (como postes e faróis).
  • Cores desbotadas: Os tons perdem a vivacidade e adquirem um aspecto amarelado.
  • Mudanças frequentes no grau dos óculos: A prescrição parece não estabilizar.
  • Visão dupla: Percepção de imagens duplicadas em um único olho.
Comparação entre um olho saudável e um olho com catarata — o cristalino opaco impede a passagem da luz. Fonte: Wikimedia Commons.
Comparação entre olho normal e olho com catarata.

Principais Causas e Fatores de Risco

A causa mais comum da catarata é o envelhecimento natural do corpo. Com o passar dos anos, as proteínas que compõem o cristalino começam a se aglomerar, formando depósitos que bloqueiam a passagem da luz. No entanto, outros fatores podem acelerar ou desencadear esse processo:

  • Doenças sistêmicas: Como a Diabetes Mellitus e a hipertensão.
  • Hábitos de vida: O tabagismo, o consumo excessivo de álcool e a obesidade.
  • Exposição solar: Radiação ultravioleta (UV) sem a devida proteção.
  • Traumas oculares: Lesões diretas ou inflamações prévias no olho.
  • Uso de medicamentos: Uso prolongado de corticosteroides.
  • Fatores genéticos: Histórico familiar ou doenças congênitas.

A catarata senil geralmente começa a se desenvolver após os 40–50 anos de idade e progride lentamente. Em pacientes diabéticos, o processo costuma ser mais precoce e rápido. O uso crônico de corticoides — mesmo em forma de colírios — é uma causa clássica de catarata subcapsular posterior em pacientes jovens.

Os Diferentes Tipos de Catarata

Dependendo de onde a opacidade se forma no cristalino, a catarata é classificada de maneiras diferentes:

Catarata Nuclear: Forma-se no centro (núcleo) do cristalino. É o tipo mais associado ao envelhecimento. Nos estágios iniciais, pode até causar uma melhora transitória na visão de perto (chamada de "segunda visão"), que depois se perde à medida que a opacificação avança.

Catarata Cortical: Inicia-se nas bordas do cristalino na forma de "cunhas" esbranquiçadas, progredindo em direção ao centro. Costuma causar mais dificuldade com ofuscamento e contraste do que perda nítida de acuidade.

Catarata Subcapsular Posterior: Ocorre na parte de trás da lente e costuma progredir mais rapidamente. É mais comum em pacientes diabéticos ou que fazem uso de altas doses de esteroides. Esse tipo causa sintomas desproporcionais ao tamanho da opacidade, especialmente dificuldade para leitura e ofuscamento intenso.

Exame de biomicroscopia (lâmpada de fenda) mostrando a opacificação do cristalino em paciente com catarata. Fonte: Wikimedia Commons.
Exame de lâmpada de fenda revelando catarata.

Como Prevenir?

Embora não seja possível evitar totalmente o envelhecimento natural dos olhos, alguns cuidados ajudam a retardar o aparecimento da catarata:

  • Use sempre óculos de sol com proteção UV adequada.
  • Mantenha uma dieta rica em antioxidantes (como vitaminas C e E), frutas e vegetais.
  • Controle rigorosamente a glicemia e a pressão arterial.
  • Evite fumar e modere o consumo de álcool.
  • Realize exames oftalmológicos regulares — pelo menos uma vez por ano a partir dos 40 anos.

Pacientes com diabetes, uso de corticoides ou história familiar de catarata precoce devem manter o acompanhamento oftalmológico com intervalos mais curtos, conforme orientação do especialista.

O Tratamento Definitivo: Cirurgia de Catarata

Nas fases iniciais, a alteração da prescrição dos seus óculos pode ajudar a contornar os sintomas. Porém, a catarata não regride. Quando a perda visual começa a interferir na sua qualidade de vida — dificultando a leitura, o trabalho ou a condução —, o único tratamento eficaz é a cirurgia.

Trata-se de um procedimento moderno, rápido e seguro. Realizado com anestesia local e sem necessidade de internação, a cirurgia consiste na remoção do cristalino opaco e na sua substituição por uma lente intraocular (LIO) artificial e transparente, devolvendo a nitidez à sua visão.

A técnica mais utilizada é a facoemulsificação, que utiliza ultrassom de alta frequência para fragmentar e aspirar o cristalino opacificado por uma microincisão de cerca de 2 mm. A recuperação visual costuma ser rápida — muitos pacientes já percebem melhora significativa nas primeiras 24 a 48 horas.

Na Ortolan Oftalmologia, o Dr. Lucca Ortolan Hansen realiza a cirurgia de catarata com as técnicas mais modernas, incluindo a assessoria personalizada para a escolha da melhor lente intraocular para cada caso — desde lentes monofocais até multifocais, tóricas e de profundidade estendida (EDOF), que podem corrigir miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia simultaneamente.

Lente intraocular implantada após a cirurgia de catarata — transparente e definitiva. Fonte: Wikimedia Commons.
Lente intraocular implantada após cirurgia de catarata.

A importância do acompanhamento pós-operatório

Mesmo após uma cirurgia bem-sucedida, o acompanhamento oftalmológico continua sendo essencial. O médico irá monitorar a cicatrização, ajustar a medicação pós-operatória (colírios anti-inflamatórios e antibióticos) e avaliar se há necessidade de correção de grau residual.

Um fenômeno relativamente comum meses ou anos após a cirurgia é a opacificação da cápsula posterior — a membrana que segura a lente intraocular. Popularmente chamada de "segunda catarata", essa condição é facilmente resolvida no consultório com uma aplicação de laser YAG, sem necessidade de nova cirurgia. O procedimento é rápido, indolor e definitivo.

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