Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é clínico: o exame na lâmpada de fenda (biomicroscopia) identifica e documenta o tamanho, o grau de invasão da córnea, o padrão de vascularização e eventuais sinais de irritação crônica.
Na Ortolan, toda avaliação inclui documentação fotográfica externa e, quando o pterígio está próximo da córnea central, topografia e tomografia de córnea para quantificar o astigmatismo induzido — informação-chave no planejamento cirúrgico.
Diagnóstico diferencial
O pterígio é confundido com outras lesões conjuntivais que exigem outro tratamento — e em alguns casos biópsia é necessária:
Pinguécula — depósito amarelado na conjuntiva que não cresce sobre a córnea; tratamento conservador.
OSSN (neoplasia escamosa da superfície ocular) e doença de Bowen — lesões de aspecto mais irregular, vascularização atípica, crescimento mais rápido. Em lesões suspeitas, a biópsia é mandatória.
Simbléfaro e outras cicatrizes conjuntivais pós-trauma ou queimadura química.
Pterígios com sinais atípicos (pigmentação, crescimento rápido, vascularização em "cabeça de medusa", recorrência após cirurgia) devem ser investigados antes da excisão.
Classificação e estadiamento
A classificação de Tan divide o pterígio em três graus conforme a translucência (facilidade de enxergar os vasos esclerais por baixo do tecido):
T1 (atrófico) — vasos esclerais bem visíveis; tendência a comportamento mais lento e menor recorrência pós-cirurgia.
T2 (intermediário) — vasos esclerais parcialmente visíveis.
T3 (carnoso) — vasos esclerais não visíveis; tecido denso, mais agressivo e com maior risco de recorrência.
Também se utilizam classificações por tamanho (grau I: até 2 mm de invasão corneana; grau II: 2–4 mm; grau III: >4 mm ou envolvimento do eixo visual).